segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Este foi o planeamento do nosso Colóquio, que se realizou no dia 19 de Abril no Cine-Teatro S.João Entroncamento

1. Início da depressão.
1.1. Por que é que as pessoas desenvolvem depressão e quais as causas?

2. Detecção da doença depressiva.
2.1. Quais os primeiros sintomas?
2.2. A quem se dirigir?

3. Medidas a tomar pelo médico.
3.1. Quais as primeiras medidas a serem tomadas pelo médico?
3.2. Existe medicação para esta doença?
3.2.1. Se existir, qual a finalidade da prescrição destes medicamentos?
3.2.2. São eficazes ou não?
3.2.3. Habituação e desmame dos medicamentos: Causas e Efeitos.
3.3. Qual o papel da família no tratamento?

4. Depressão nos jovens.
4.1. Será que os jovens têm sintomas diferentes e formas diferentes de curar a doença?
4.2. É mais fácil, ou mais difícil, curar a doença nos jovens?
4.2.1. Porquê?
4.3. São os jovens o grupo no qual o suicídio tem maior taxa de incidência?

5. Prevenção de recaídas.
5.1. Quais as principais causas e sintomas das recaídas?
5.2. Quais as principais medidas para a prevenção das recaídas?

6. Fim do tratamento.
6.1. Quando é que termina o tratamento?
6.2. Quando o tratamento acaba, como é que a pessoa/o doente se vai sentir?
6.3. Até quando é que a pessoa/o doente deve ser acompanhada(o)?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

A nossa OPÇÃO

Um túnel do qual parece impossível sair, um abismo cinzento que engole a vontade de viver, o vazio, a angústia que aperta a garganta, uma solidão sem fim.
A depressão tem muitos nomes, todos terríveis. E não poupa ninguém: homens, mulheres, até crianças. Também não faz distinção de culturas nem de classes sociais, atingindo tanto ricos como pobres.
Em todo o mundo, os deprimidos são milhões. As estatísticas mais recentes indicam que 5% da população sofre de depressão, com mais prevalência nas mulheres (4,5% a 9,3%) comparativamente aos homens (2,3% a 3,2%). De qualquer modo, prevê-se que 10% das pessoas pode sofrer pelo menos um episódio depressivo ao longo da sua vida.
O início da doença pode ocorrer em todas as idades, mas a adolescência e os primeiros anos da juventude são os períodos de maior risco, sobretudo para as mulheres. Os homens, pelo contrário, estão em risco de sofrer de depressão principalmente entre os 35 e os 44 anos de idade.
Aproximadamente dois em cada dez casos de depressão prolongam-se no tempo, tornando-se crónicos. Nas mulheres, a frequência da cronicidade é quatro vezes maior do que nos homens.
A depressão é uma doença antiga: sabemos bem o que significa sofrer do "mal obscuro". Muitas personagens famosas do passado, como Edgar Allan Poe, Honoré de Balzac, Johan Wolfang von Goethe, Fjodor Dostojevskij, Leone Tolstoj, Ernest Hemingway, Michelangelo Buonarroti e, mais recentemente, Marylin Monroe, Woody Allen, Vittorio Gassman, Milv, Sandra Mondaini, Ornella Vannoni, viveram este momento terrível. E, para todos eles, descrever a sensação de inutilidade, tristeza, angústia, foi quase impossível, porque é como se, no interior da alma do deprimido, qualquer coisa se rompesse subitamente e fizesse cair a vida em pedaços, sem deixar qualquer saída. E, ao mesmo tempo, o sofrimento é tão grande que isola completamente do mundo exterior, ao ponto de parecer que os outros não conseguem compreender o tormento interior que dilacera a existência.
Mas vencer a depressão é possível. Basta reconhecê-la a tempo, compreendê-la e curá-la como qualquer outra doença, sem sentimentos de vergonha, medo ou preconceito.
E é isso que pretendemos com este blog. Mostrar que é possível vencer a depressão. Apresentar tudo aquilo que aprendemos e assim informar a comunidade sobre que tipo de doença é realmente a depressão e como é possível ultrapassa-la e seguir em frente.